Jogadores do Vitória serão julgados nesta quinta-feira (27) por episódios ocorridos na comemoração do segundo gol do Bahia no clássico

A confusão envolvendo jogadores de Vitória e Bahia após o segundo gol do Tricolor no Ba-Vi 508 terá desdobramentos no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O zagueiro Cacá e o atacante Marinho, do Rubro-Negro, foram denunciados pela entidade e serão julgados nesta quinta-feira (27), a partir das 9h.
O meia Jean Lucas, do Bahia, também foi incluído no processo. O julgamento será realizado de forma virtual pela 4ª Comissão Disciplinar do STJD, com relatoria do Dr. Caio Barros. A sessão poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal oficial da entidade no YouTube.
Cacá e Marinho respondem pelo artigo 258

Os dois jogadores do Vitória foram enquadrados no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). O dispositivo trata de condutas contrárias à disciplina ou à ética desportiva que não estejam previstas de maneira específica em outro artigo.
Para atletas, a punição prevista é de uma a seis partidas de suspensão.
De acordo com a súmula do árbitro Raphael Claus, Cacá recebeu cartão amarelo após tentar rasgar a camisa de Jean Lucas durante a confusão. O jogador foi advertido por, segundo o relato da arbitragem, “atuar de maneira a mostrar desrespeito ao jogo”.
Marinho também foi advertido durante o episódio. O atacante recebeu cartão amarelo após chutar uma bola na direção dos jogadores do Bahia durante a comemoração do gol.
Jean Lucas também será julgado
Jean Lucas foi denunciado com base no artigo 258-A do CBJD, que prevê punição para quem provoca o público durante uma partida ou competição.
Nesse caso, a suspensão prevista para atletas varia de dois a seis jogos.
O jogador recebeu cartão amarelo de Raphael Claus por retirar a camisa na comemoração. No entanto, o comportamento não aparece descrito na súmula da arbitragem, apesar de ter sido considerado na denúncia apresentada ao STJD.
Bahia também está no processo
Além dos jogadores envolvidos na confusão, o Bahia SAF também foi denunciado pela entidade. O clube responde por atrasos no retorno ao campo após o intervalo e no início do segundo tempo.
Segundo a denúncia, houve um atraso de quatro minutos na volta do intervalo e de outros dois minutos para o reinício da segunda etapa. O clube é considerado reincidente no artigo relacionado à infração.
O julgamento desta quinta-feira (27) definirá as possíveis punições aos envolvidos no episódio que marcou a parte final do último Ba-Vi.

