Os alvos desta etapa teriam realizado saques em espécie relacionados aos R$ 468,7 mil apreendidos em endereço ligado ao parlamentar

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (1º) a terceira fase da Operação Rent a Car, chamada Galho Fraco II, para aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes públicos, empresários e empresas.
A ação tem como alvo pessoas ligadas ao entorno do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL), líder do partido na Câmara dos Deputados, incluindo advogados suspeitos de participação em movimentações financeiras investigadas. A informação é da colunista Miriam Leitão, de O Globo.
Segundo a PF, as medidas judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. Nesta fase, não há ordens contra parlamentares com foro.
As investigações apuram possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Há indícios de que pessoas físicas e jurídicas teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos, além de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas.
De acordo com a Polícia Federal, os alvos desta etapa teriam realizado saques em espécie relacionados aos R$ 468,7 mil apreendidos em endereço ligado a Sóstenes Cavalcante em operação anterior. Na ocasião, a justificativa apresentada para os valores foi a venda de um imóvel.

As apurações tiveram início na Operação Rent a Car, que identificou suspeitas de irregularidades na contratação de empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP). A investigação aponta uso de contratos de aluguel para simular despesas e dar aparência de legalidade a possíveis desvios.
Em fase anterior, a PF identificou que a empresa Harue Locação de Veículos LTDA recebeu R$ 841,9 mil entre 2015 e 2024. Desse total, cerca de 66% teriam sido pagos por dois parlamentares: Carlos Jordy e Sóstenes Cavalcante, somando R$ 557,4 mil em despesas com a cota parlamentar.
Os mandados desta fase foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, relator do caso. As diligências seguem em andamento para coleta e preservação de novas provas.


